Campo Grande, MS, Brasil - 30 de maio a 3 de junho de 2011.

Mensagem da Coordenadora de Minicursos

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É um grande prazer introduzir os minicursos que serão apresentados nessa 29a. edição do Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos. Ao longo dos anos, os minicursos vêm se configurando como uma excelente fonte de divulgação de resultados de pesquisa em temas atuais, de grande relevância e não cobertos pelas grades curriculares. Cada minicurso compõe um capítulo deste livro e está estruturado para ser apresentado durante o evento em cerca de quatro horas. Para esta edição, foram escolhidas 5 excelentes propostas, dentre 31 submetidas, configurando uma taxa de aceitação de cerca de 16%. Cada proposta obteve entre 3 e 4 avaliações feitas por um Comitê de Avaliação criterioso composto por 26 pesquisadores especialistas nas diversas áreas de redes e sistemas distribuídos.

Os minicursos selecionados para essa 29a. edição têm temática bastante atual e em sua maioria abordam questões relativas à próxima geração de infraestrutura e serviços para a Internet do futuro. Sabe-se que num futuro próximo, a Internet estará conectando os mais variados tipos de dispositivos e objetos e em quantidades inimagináveis. Ela será omnipresente e universal. As redes deverão se auto configurar de forma a atender de maneira eficaz, permanente, segura e confiável as demandas de serviços dos mais variados graus por comunidades que se auto organizam no tempo e no espaço. Mais do nunca os aspectos de confiança no funcionamento dos sistemas precisarão ser assegurados. Novos mecanismos de identicação de objetos, distribuição de conteúdo e buscas, inclusive semânticas, além da oferta de recursos sob demanda, serão necessários. Esses requisitos, dentre outros, formam o objeto de estudo dos capítulos a seguir.

O Capítulo 1 aborda técnicas de virtualização de redes, considerando o padrão de comunicação OpenFlow. Seu foco são as redes experimentais como laboratório para as soluções e desafios enfrentados na implementação dos novos protocolos, arquiteturas e serviços da Internet do futuro. O capítulo apresenta recentes experiências na área tanto no Brasil como Exterior, uma descrição do arcabouço OpenFlow e aspectos de virtualização, além de requisitos, mecanismos de configuração e testes para as redes experimentais.

O Capítulo 2 introduz as redes sociais on-line. As redes sociais são um extraordinário testemunho e acelerador de movimentos sociais e sobretudo um formidável vetor de democracia. Para tanto, permitem com que usuários criem e manipulem conteúdo de maneira ad-hoc e quase irrestrita. Tudo isso suscita o emprego de novas técnicas para a manipulação de grande volume de dados e para o desenvolvimento de sistemas de distribuição de conteúdo confiáveis e seguros, além de novas formas de organização, uso e busca de conteúdo, particularmente de mineração de dados. Elas introduzem novos padrões de tráfego na Internet e várias alternativas de interação humano-computador. O capítulo faz uma breve apresentação das redes existentes, discute suas principais características, as diferentes abordagens de coleta e extração de dados, além de importantes métricas e tipos de análises utilizadas no estudo dos grafos que modelam essas redes.

Web das coisas é o tema do Capítulo 3. A Internet das coisas abre a perspectiva de integrar objetos inteligentes que permeiam o nosso cotidiano (computadores ou dispositivos embarcados) à Internet. A Web das coisas (WoT) propõe a interligação dos diversos objetos via padrões Web, de maneira a facilitar o seu uso e a sua integração às inúmeras aplicações existentes na Web. O capítulo introduz os conceitos e tecnologias da WoT, uma arquitetura de software com descrição do projeto de implementação de seus componentes, bem como exemplos práticos de construção de aplicações baseadas no paradigma da WoT.

O Capítulo 4 tem como preocupação a gerência de identidades de usuários na Internet do futuro. A segurança é uma preocupação maior no projeto dos sistemas modernos. Fatores como o alto dinamismo, o ecletismo, a mobilidade, o anonimato, a extensibilidade e a escassez de recursos tornam os ambientes atuais extremamente vulneráveis e sujeitos a variados ataques de agentes maliciosos. A gestão de identidades possibilita o controle do perfil dos usuários e das suas relações de confiança, define políticas de acesso e faz uso de mecanismos de autenticação para a oferta segura de serviços na rede. O capítulo apresenta os principais desafios, descreve técnicas adequadas, bem como os dispositivos específicos e arquiteturas existentes para a implementação da gerência de identidades no novo modelo computacional introduzido pela Internet do futuro.

O Capítulo 5 discute a questão de alocação de recursos na Computação em Nuvem. Este novo paradigma permite com que um grande volume de recursos disponíveis na Internet tenha utilização imediata e sob demanda, viabilizando assim a oferta de serviços, processos, dispositivos e infra-estrutura de maneira universal e ilimitada. O processo de alocação de recursos é nesse contexto fundamental para o provimento dos mesmos. Ele deve ser dinâmico e permitir com que os requisitos do conjunto de aplicações possam ser atendidos. O capítulo define e apresenta as tecnologias essenciais da computação em nuvem, com foco nos desafios e soluções para a alocação de recursos.

Gostaria de expressar os meus sinceros agradecimentos ao Ronaldo Alves Ferreira da UFMS, coordenador do SBRC 2011, pela confiança, presteza e apoio recebido ao longo das nossas interações. Um grande agradecimento a todos os membros do Comitê de Avaliação pelas ótimas intervenções, reatividade e boas discussões que contribuíram para termos uma seleção criteriosa e construtiva. Meu agradecimento especial aos autores que, mais uma vez, prestigiaram a trilha de minicursos do SBRC, encaminhando propostas maduras e bem delineadas, que refletem a qualidade dos resultados das suas pesquisas.

Fabíola Gonçalves Pereira Greve
Coordenadora de Minicursos do SBRC 2011
 

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